Gerson de Castro: TVs legislativas buscam não só audiência, mas também relevância

Declaração foi dada durante entrevista para a TV Unesp

Gerson de Castro: TVs legislativas buscam não só audiência, mas também relevância

“As TVs públicas, em especial as legislativas, não buscam só audiência. O foco dos veículos deste campo é a relevância dos conteúdos produzidos e publicados”. Essa fala é do presidente da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (ASTRAL), Gerson de Castro. A declaração foi dada para a TV Unesp, em entrevista publicada no dia 16 de março no perfil da emissora no Youtube.


A entrevista foi feita durante a edição de 2025 do SET Expo, maior evento de mídia e tecnologia da América Latina, que no ano passado ocorreu no mês de agosto no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo. Na ocasião, o dirigente da ASTRAL integrou o painel intitulado “O futuro da TV no Brasil”.


Durante a entrevista ancorada pelo diretor da TV Unesp, Francisco Machado Filho, Gerson de Castro comentou sobre dois conceitos que chamaram a atenção dele durante o painel: colaboração e produção regionalizada.


- O futuro da TV pública passa por esses dois fatores: a colaboração entre os veículos e as instituições do campo público; e a regionalização dos conteúdos, o que fomenta diretamente a nossa relevância e audiência. Devemos valorizar a cultura local e mostrar conteúdos que tenham afinidade com a realidade e a história do público. Há casos, por exemplo, de experiências típicas de uma região, mas que despertam interesses em todo o país. Um exemplo é do cangaceiro Lampião, que teve protagonismo no Nordeste, mas atrai interesse no Brasil todo – afirmou Gerson de Castro.


TV 3.0

Ao ser perguntado sobre o processo de adaptação das emissoras legislativas à implantação da TV 3.0, o presidente da ASTRAL disse ser a favor de o Governo Federal investir recursos nos canais deste campo público.


- A Associação defende que as emissoras públicas possam receber não linhas de crédito, como querem os veículos comerciais, mas recursos mesmo. É um investimento que também significa apoiar a cultura brasileira. É papel da ASTRAL articular para que possamos sensibilizar o governo nessa direção – disse.


Assista toda a entrevista.


Bruno Lara – ASTRAL.

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