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Nara Riella, da TV Senado, disse que canal legislativo é essencialmente de eventos
Um dos principais desafios de um emissora de TV, incluindo as legislativas, é montar e atualizar a grade de programação. Por conta disso, a Rede Legislativa promoveu um minicurso sobre esse tema durante a edição de 2026 do Encontro anual da entidade, realizado entre os dias 10 e 12 de junho, na Câmara dos Deputados.
O objetivo do minicurso foi dar orientações aos profissionais da área, apresentando estratégias e o passo a passo de como organizar e alimentar a grade de programação. A coordenadora de Programação da TV Senado, Nara Riella, ministrou o curso realizado na manhã do dia 12 de junho, sexta-feira.
- O canal legislativo é, essencialmente, um canal de eventos, não um canal jornalístico. Não podemos menosprezar a importância do nosso principal conteúdo, que é a atividade legislativa. A montagem da nossa grade deve refletir a centralidade e a importância do conteúdo legislativo - disse Nara.
Entre os participantes do minicurso estava a Andrea Goulart, que é produtora multimídia do setor de programação da TV Câmara Distrital. A servidora pública da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) comentou que exatamente essa percepção apresentada pela Nara Riella foi destaque nas observações dela.
- Particularmente, me chamou atenção a constatação de que os eventos legislativos são os produtos que mais trazem audiência às TVs legislativas e, por isso, devem ser priorizados na grade. Além disso, foram apresentadas estratégias interessantes, usadas pela TV Senado, para alavancar a audiência de algumas produções e tornar a programação mais interessante. Muito do que foi falado no curso já é aplicado na nossa grade atual, mas novas ideias para melhorar a programação também surgiram e podem ser adaptadas para a TV Câmara Distrital. – disse a Andrea.
Durante o curso, Nara Riella comentou que existem três principais erros no processo de elaboração da programação: não reavaliar rotineiramente as decisões de grade; tentar preencher a grade só com produção própria; tentar emular um canal jornalístico.
- Não dá para criar sozinho uma TV diversificada e que cumpra o papel que se espera de uma TV aberta. A gente precisa de material de terceiros para montar a grade – disse ela.
Nara apresentou uma lista de programas da TV Senado que podem ser incorporados por outras emissoras legislativas ou mesmo podem servir de inspiração para produções locais, como: Leituras (programa de entrevistas sobre literatura); Concertos em Geral (programa de música clássica); Espaço Cultural (programa musical); Estúdio A (programa de músicas com foco em novos talentos); Que Brasil é Esse? (programa de entrevistas sobre fatos e personagens importantes da história da Independência do Brasil).
Ao fim do minicurso, a servidora do Senado Federal disponibilizou o contato da TV Agência, que é o setor responsável por viabilizar a cessão de conteúdos da emissora: tvagencia@senado.leg.br .
Bruno Lara / ASTRAL.
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